Desmatamento

Rio de Janeiro desiste do Autódromo de Deodoro


A Prefeitura do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (1), que desistiu de construir o autódromo de Deodoro, na Floresta de Camboatá. Segundo a nota divulgada, a prefeitura pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) o arquivamento do processo de licenciamento ambiental do autódromo, na Zona Oeste da cidade.

O local onde a Prefeitura do Rio pretendia construir o Autódromo Internacional do Rio fica no último ponto remanescente de Mata Atlântica plana na cidade. Segundo especialistas, em caso de chuva, toda a região, que já costuma ser castigada, poderia sofrer ainda mais efeitos. 

Em ofício enviado no último dia 29, o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere, afirma que a Floresta do Camboatá, onde o autódromo seria construído, “é um patrimônio ambiental único da cidade”. O documento afirma ainda que o local se trata de um santuário, repleto de fragmentos florestais com diversas espécies de fauna e flora do Brasil, muitas delas ameaçadas de extinção. 

Além disso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente reabriu o processo, iniciado em 2013, para criar uma unidade de conservação na área. A área possui cerca de 200 mil árvores de 146 espécies, das quais 14 são consideradas ameaçadas, em um terreno de Mata Atlântica de baixada.