Mudanças Climáticas

Novembro teve as temperaturas mais altas para o mês em toda a história


O mês de novembro de 2020 foi o mais quente da história mundial, segundo anúncio realizado nesta segunda-feira (7), em um relatório do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia. De acordo com as análises, as temperaturas de novembro de 2020 foram 0,77ºC mais altas do que a média para o mês segundo medições feitas de 1981 a 2010. O período de 2015 a 2020 também representa os anos mais quentes já registrados na história.

Os 12 meses entre dezembro de 2019 e novembro de 2020 registraram temperaturas 1,28ºC superiores na comparação com a era pré-industrial, segundo o balanço. O resultado aproxima o planeta do primeiro limite estabelecido pelo Acordo de Paris sobre o clima, o acordo global, assinado em dezembro de 2015, tem o objetivo de conter o aquecimento do planeta abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e se possível, limitar a 1,5° C. Os 197 países signatários se engajaram com metas nacionais voluntárias a serem renovadas a cada cinco anos, inclusive o Brasil, que até o fim desse ano decide se se reforça ou não a meta climática do país no Acordo de Paris.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, na semana passada, que 2020 deve ficar no pódio de anos mais quentes já registrados. Os dados provisórios deixam este ano, até agora, na segunda posição, atrás apenas de 2016, mas a diferença é tão pequena que a classificação pode mudar.

O bloco de gelo do Ártico atingiu o segundo menor nível já visto em 40 anos de medição por satélite. Carlo Buontempo, do programa europeu de mudanças climáticas, descreveu a situação como "preocupante", e que destaca "a importância de uma vigilância global do Ártico, que registra o aumento da temperatura de modo mais rápido que o resto do mundo", disse. E enquanto o verão no Hemisfério Sul está apenas começando, a Austrália já registrou sua primeira onda de calor, com 48°C em Andamooka, no sul do país, e novos incêndios florestais na Ilha Fraser, considerada um patrimônio mundial da Unesco. Na Europa, a situação é preocupante também, tendo o outono deste ano o mais quente de sua história, com temperaturas quase 1,9ºC mais elevadas que no período de referência, e 0,4ºC superiores ao recorde anterior, do outono de 2006.