Geopolítica

Líderes do G7 se reúnem e discutem questões ambientais


No dia 11, na cidade de Carbis Bay, sudoeste da Inglaterra, os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido se reuniram, após dois anos, para discutir a pandemia e o clima.

“Para eliminar a Covid-19 em qualquer lugar, precisamos eliminá-lo em todos os lugares. Eu já disse essas palavras antes e, durante a sessão de trabalho de hoje no G7, nos concentramos em como podemos fazer isso – e em como, juntos, podemos garantir que ninguém seja deixado para trás enquanto nos recuperamos”, ressaltou Justin Trudeau, o primeiro-ministro canadense, em suas redes sociais.

Entretanto, outro tópico que foi discutido em peso durante o encontro foi o do meio ambiente. De forma semelhante à ajuda que será dada com a doação de vacinas a países menos desenvolvidos, os membros do G7, principalmente Boris Johnson, pensam em criar um tipo de “Plano Marshall” ambiental, que oferece financiamento a nações mais pobres para que elas possam lutar contra as mudanças climáticas.

Além disso, o Reino Unido, organizador da COP26, que ocorrerá em novembro na cidade de Glasgow, Escócia, reforçou, no discurso de abertura da cúpula do G7, a confiança em uma “revolução industrial verde”, que sirva para superar os problemas ambientais e gerar empregos depois na pandemia. O primeiro-ministro britânico também expressou sua vontade de proteger pelo menos 30% das terras e dos oceanos até 2030, com o apoio dos demais países da cúpula.

Com a ascensão de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos, todos os países do G7 voltam a se comprometer com o cumprimento do Acordo de Paris e da redução das emissões de carbono pela metade até 2030. Uma das medidas tomadas para auxiliar essa redução foi feita em maio deste ano pelos ministros do Meio Ambiente do G7, os quais afirmaram que iriam acabar com os subsídios públicos às centrais de energia elétrica que usam carvão como matriz energética. 

Outro grande destaque da reunião foi a “renovação” da Carta do Atlântico feita por Biden e Johnson. O acordo foi originalmente assinado, em 1941, pelo então presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e pelo primeiro-ministro britânico, Winston Churchill. A princípio, a carta foi criada entre os Aliados para mostrar unidade e vontade de criar um mundo melhor no pós-guerra.

Agora em 2021, a carta manteve os mesmos valores de defesa à democracia, aos direitos humanos, à segurança coletiva e ao comércio internacional. No entanto, foi adicionado um novo tópico sobre a necessidade de colaboração para enfrentar a crise ambiental e para criar um mundo com uma economia mais sustentável.