Meio Ambiente

Estudos revelam que a floresta Amazônica regula chuvas e o ciclo hidrológico


Um rio corta a Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. No Brasil corresponde a cerca de 49% de todo bioma amazônico existente no planeta, é um tapete multicolorido quando se trata de biodiversidade, possui mais de 1300 espécies de aves, mais de 3000 espécies de peixes, mais de 30 mil espécies de plantas, mais de 1800 espécies de borboletas, 427 espécies de anfíbios, 378 espécies de répteis, 311 espécies de mamífero e cerca de 3000 espécies de abelhas. A floresta possui uma grande quantidade de árvores muito extensas e com raízes profundas, essas árvores através do ciclo da água produzem cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia, quantidade maior que a vazão do rio Amazonas - o maior rio do mundo.

As árvores da floresta funcionam como uma “bomba d’água" possibilitando que aconteça o fenômeno dos rios voadores, onde grande parte da água que evapora chega até a região sul do Brasil e a países vizinhos com auxílio dos ventos. Além disso, ela também influencia no clima, pela sua dinâmica com o oceano. Na maior parte dos lugares do planeta os ventos carregam umidade do continente para o oceano, porém a umidade proporcionada pela vegetação amazônica impede essa dinâmica. Pelo contrário, é a umidade do oceano que acaba retida por ela.

Partes da América do Sul se localizam em uma área de latitudes médias do globo terrestre, onde recebe menor umidade do oceano em comparação com outras regiões localizadas em latitudes diferentes, ou seja, sem a floresta amazônica as regiões sudeste e centro-oeste do Brasil, Paraguai e metade da Bolívia seriam um deserto, tornando a floresta amazônica fundamental para o regulamento do ciclo hidrológico de toda região.

Um estudo da NASA publicado em 2014 concluiu que a Floresta Amazônica contribui diretamente com a redução do aquecimento global, porque durante o processo da fotossíntese absorve uma grande quantidade de CO2, reduzindo a quantidade desse gás na atmosfera.

Com o passar do tempo, os rios voadores e a absorção de CO2 estão diminuindo devido ao desmatamento, queimadas e a degradação florestal que acontecem naquela região, causando desequilíbrio ecológico, redução da biodiversidade e mudanças no clima de toda América do Sul.