Extinção

Estudo aponta que 40% das plantas estão em risco de extinção


De acordo com um estudo abrangente, mais de 600 espécies de plantas foram perdidas na natureza nos últimos 250 anos. Acredita-se que a extinção da flora mundial está ocorrendo 500 vezes mais rápido que o esperado. As principais causas para esse iminente perigo são a destruição dos habitats e as alterações climáticas. Assim, os  cientistas encontram-se em uma corrida contra o tempo a fim de especificar e nomear novas espécies de plantas antes que elas sejam dizimadas. Segundo um relatório das Nações Unidas, divulgado em maio, existem mais de um milhão de espécies de animais e plantas em risco de extinção.

Algumas plantas e fungos, que poderiam ser usados em medicamentos, combustíveis e até mesmo alimentos, vêm sendo perdidas por conta das mudanças climáticas e destruição dos habitats. É estimado que dois quintos das plantas do mundo estão em risco de extinção.

A avaliação do Estado das Plantas e Fungos do Mundo, sobre as respectivas perdas, na qual  é baseada em pesquisas de mais de 200 cientistas em 42 países, divulgou o relatório no dia da cúpula das Nações Unidas, o que possibilitou um pressionamento por cobranças de ações dos líderes mundiais. O relatório revelava espécies vegetais existentes que poderiam ser utilizadas como alimentos e biocombustíveis.

Mais de 7.000 plantas comestíveis apresentaram possível potencial para futuras culturas e alimentação de populações em crescimentos e a cerca de 2.500 plantas com a capacidade de oferecer energia para milhões de pessoas. O diretor científico da KEW (Royal Botanic Gardens) afirmou que as plantas vêm sendo extintas muito antes de serem  encontradas e nomeadas e, por fim, deixou bem claro sua preocupação perante a situação.

Estima-se que 39,4% das plantas vasculares estão ameaçadas de extinção, em comparação com 21% em 2016. Nas mesmas pesquisas, foi constatado que 723 plantas usadas em prol da medicina estão em risco de extinção.