Geopolítica

Biden retorna ao Acordo de Paris


Ainda antes de se tornar efetivamente Presidente dos Estados Unidos, o gabinete de transição do presidente eleito Joe Biden anunciou inúmeras ações que seriam tomadas pelo governo após a posse. Dentre elas estava, inclusive, o retorno do país ao Acordo de Paris, tratado mundial que visa reduzir as taxas de poluição e, consequentemente, o aquecimento global. O país havia deixado diversas organizações e tratados, inclusive o de Paris, durante a gestão de Donald Trump.

O Acordo foi negociado em Paris durante a COP21, e aprovado em 12 de dezembro de 2015 em consenso por 195 países, incluído os Estados Unidos e o Brasil, e foi aberto para assinatura formal em 22 de abril de 2016. Após o número mínimo de signatários ser alcançado, ele entrou em vigor em 4 de novembro de 2016.

Em 1 de junho de 2017, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país deixaria toda sua participação no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas firmado em 2015, ele afirmou que "o ponto-chave é que o acordo de Paris é muito injusto no mais alto grau para com os Estados Unidos." Trump defendeu que o acordo, caso implementado, custaria 3 trilhões de dólares em PIB nominal ao país e acarretaria a perda de mais de 6 milhões de postos de trabalho.

O Presidente Joe Biden assinará o decreto de volta ao Acordo de Paris e promete colocar os Estados Unidos no caminho do saldo zero em emissões de gases de efeito estufa até 2050. Biden também revogou uma licença que era essencial para a manutenção do projeto de oleoduto Keustone XL e uma moratória a atividades de exploração de óleo e gás no Refúgio Nacional da Vida Selvagem no Ártico.