Geopolítica

António Guterres afirma que a humanidade trava guerra suicida contra o meio ambiente


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirma que a humanidade está crescendo às custas da natureza, o que, para ele, é sem sentido e suicida, tendo em vista que as consequências da imprudência humana não só afetam o meio natural, mas também os próprios homens, o que já pode ser percebido no sofrimento das pessoas, nas perdas econômicas altíssimas e na erosão acelerada da vida na Terra.

Além desse alerta severo, o secretário-geral afirma também que os relatórios da ONU nos guiam para tornarmos a Terra um lugar mais seguro. O último divulgado enfatizou as três grandes emergências mundiais que causam milhões de mortes todos os anos: a poluição, a crise climática e a devastação da vida selvagem e da natureza. Esse documento também traz alguns dados importantes que mostram o quanto a humanidade evoluiu e o quanto essa evolução foi custosa à natureza: a economia, em 50 anos, conseguiu crescer 5 vezes e a população global e os lucros dobraram desde 1970, mas tudo isso somente aconteceu devido à extração de diversos recursos naturais e para completar: nem se atingiu o objetivo de eliminar os problemas sociais. Em razão de tudo isso,  esse relatório propõe algumas possíveis soluções que podem amenizar esses enormes problemas, como um plano de paz e programas de reconstrução do pós-guerra.

Em vista desses problemas, um dos principais autores do relatório da ONU, o professor Sir Robert Watson, disse que “de todas as coisas que temos que fazer, temos que realmente repensar nossos sistemas econômico e financeiro. Fundamentalmente, o PIB não leva a natureza em consideração”. Isso quer dizer que o PIB não deveria somente ser uma medida econômica, mas também uma providência que mostre as consequências naturais que o avanço econômico traz e que tribute as emissões de carbono. Além disso, o professor propõe também que parte dos subsídios possa ser investida em tecnologia de baixo carbono e na natureza.

Há ainda muito o que se debater sobre este assunto em 2021, visto que as metas de biodiversidade estabelecidas em 2010 não foram atingidas. Mas importante do que objetivos a serem alcançados são as ações que tomamos hoje.