Desmatamento

Amazônia está sendo vendida no Facebook


Um documentário produzido pela BBC apurou que partes da Amazônia estão sendo vendidas clandestinamente por meio de anúncios do Facebook Marketplace. Algumas áreas anunciadas incluem territórios indígenas e chegam a cobrir até 10 quilômetros quadrados de floresta.

youtube.com/watch

A indústria ganhou força com a defesa, pelo governo federal, de políticas que promovem a impunidade dos grileiros e invasores, facilitando a atividade, o que faz com que anúncios do gênero sejam encontrados aos montes na plataforma. Os criminosos ainda reivindicam a suposta legalidade do processo com o registro do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O CAR, entretanto, é um registro auto declaratório que não dá direito sobre a propriedade, podendo ser usado apenas em futuras batalhas legais pela posse.


A reportagem ainda mostra que muitos dos anunciantes recebem apoio de políticos. A exemplo disso, temos o caso do infrator Edinário da Silva Batista, que afirma que, na véspera da eleição de 2018, o então senador Ivo Cassol (PP-RO) prometeu que iria "assentar" o grupo criminoso nas terras indígenas e brigaria pela regularização, caso eleito. Ivo não pôde concorrer a reeleição do Senado devido a sua condenação por fraude de licitação.

Os descarados anúncios escancaram a atual situação da grilagem no Brasil, e como os políticos, que deviam dar o exemplo, seguir a lei e lutar pelo povo, estão, mais uma vez, envolvidos em atividades ilícitas e prejudiciais ao meio ambiente. A venda de terras protegidas pela União é crime, mas isso não barra criminosos de comercializar terras que devem ser dos indígenas e da natureza, com o simples objetivo de serem desmatadas e transformadas em grandes pastagens de gado ou plantações de soja.