Meio Ambiente

A verdade por trás do leite bovino


Vacas se movem numa ferramenta circular durante o processo de ordenha
Michael Kappel / CC-BY-NC

Tratar de assuntos delicados com clareza e verdade é essencial para mostrar à sociedade qual a realidade das atividades industriais do mundo, por piores que sejam, cabe a nós resolver essas questões planetárias com urgência. Tendo isso em mente, a existência de crueldades na produção de leite e os riscos de saúde que ele oferece ainda são tópicos polêmicos, os quais esbarram com os movimentos ainda criticados e mal compreendidos, o vegetarianismo e o veganismo.

Nada menos que as palavras crueldade e hostilidade podem ser usadas para falar sobre o tratamento das vacas para extração de leite, o segredo desumano da indústria do leite.

Da mesma maneira que a mãe de espécie humana tem ligação afetiva com seu filho, a vaca também tem esse vínculo com o bezerro, o qual ela não pode desenvolver porque ele é tirado dela pouco tempo após seu nascimento. Além disso, elas são obrigadas a viver todos os anos de suas vidas grávidas, e seus descendentes não consomem o leite que foi destinado a eles, e sim, você. Assim, para que ocorra esse ciclo ininterrupto de gravidez, é feita a inseminação artificial, onde o homem coloca todo seu braço pelo reto da vaca, e uma haste de metal em sua vagina que introduz o semen no útero.

Como se não bastasse toda essa brutalidade, marcações com ferros recém tirado do fogo são feitas na pele do animal para identificação ao longo de suas vidas, o que é um dos principais causadores de infecção, juntamente com as mutilações, que vão desde cortar o chifre e queimar o tecido hipersensível que o produz, até a mutilação do rabo com tesouras ou fios elásticos.


Se ainda não se convenceu de que o leite de caixinha faz muito mal para você, vou te contar o que realmente você está ingerindo.

Durante a vida, é comum achar que o leite da vaca é saudável, que precisamos dela para o bem estar da saúde principalmente por causa do cálcio para os ossos e dentes. A questão é que nunca nos questionamos se isso é verdade, nunca verificamos a composição do que estamos ingerindo. Mas você acha normal o leite ficar fora da geladeira durantes meses e ainda querer vendê-lo para nós como “produto natural”? Bem, no mínimo tem alguma coisa estranha acontecendo.

Começando por um dos conservantes usados, o formol, o produto o qual é usado na preservação de cadáveres e que é cancerígeno está presente no seu café da manhã. Água oxigenada, sim, aquela mesmo que está na composição do descolorante de cabelo que sua mãe pinta. Sem falar no hormônio que dão para a vaca aumentar a produção, o qual acaba indo para o leite, a somatotropina bovina recombinante, substância proibida em países desenvolvidos como Canadá e alguns da europa, por ser cancerígeno.

Os absurdos não param por aí, quando a vaca está prenha ela produz uma substância chamada estrona, a qual adivinhem só, também é cancerígena, estimulando principalmente o desenvolvimento de câncer de mama e de próstata. Agora falando um pouco sobre o mito do leite ser fonte de cálcio essencial para nossa saúde, se você não sabe a maior quantidade de cálcio está presente nos verdes, (brócolis, couve, espinafre…), e para a absorção dele, é preciso da vitamina K2, a qual não está no leite. Então, esse cálcio vai para os rins e o excesso para a corrente sanguínea.

Para terminar com o show de horrores, toda vez que aparecer “UHT” na caixinha do leite, quer dizer que ele foi fervido em altas temperaturas, matando assim tanto as bactérias boas como os lactobacilos quanto as ruins.

Já foi comprovado que a dieta dos países que não tem leite bovino como base, como China, Japão, Vietnã e Tailândia, são os que tem menor taxa de osteoporose e fratura no mundo, enquanto os que têm essa bebida em sua rotina, como Austrália e EUA são os que têm esses indicadores maiores.


O que fazer depois dessa revelação do que realmente é a indústria do leite? Investir em leites vegetais, leite de castanha, de amêndoas, de soja, de aveia. Lembrando que é possível fazê-los em casa e que por mais que o gosto seja diferente é importante testar para ver o qual melhor se adequa no seu paladar.

Informação dada, e responsabilidade também! A partir de agora, evitar a crueldade dos animais e preservar a própria saúde está em suas mãos.